segunda-feira, 5 de abril de 2010
INTRODUÇÃO
A sociedade cratense na contemporaneidade, assim como em toda a aldeia global, manifesta-se claramente imersa em uma profunda crise de fundamentação para os princípios que regem a ação humana no seio da instância social. Nunca se ouviu falar tanto em "crise" como nos últimos tempos, o que leva a crer que esse é o termo que melhor caracteriza o contexto societário epocal, não só da "aldeia local", mas de toda a "aldeia global".
Refletir sobre isso é correr o risco de submergir num espaço incomensuravelmente amplo, o que pode dotar as reflexões de um certo teor de superficialidade. No entanto o que se pretende aqui não é tão somente tecer comentários academicistas sobre a realidade sócio-político-econômica na qual se insere todo cidadão, independente do município em que vive.
Na realidade pretende-se verificar como se gestam os príncípios norteadores das ações humanas no seio da coletividade; entender como os jogos de linguagem se estabelecem nos diversos grupos e formações sociais específicas e sobretudo refletir sobre a viabilidade das normas e princípios morais capazes de "regular" as ações humanas, levando em consideração o subssistema educacional que forma o pano de fundo no qual se estabelecem a propagação das ideologias dominantes e os efeitos que elas produzem na formação do caráter e no exercício da cidadania das diversas classes e grupos sociais antagônicos que coexistem, nem sempre de modo pacífico.
A coexistência dos diversos grupos de linguagem com jogos de linguagem específicos, ocorre sempre de forma conflitante, pois os interesses são antagônicos. As ações humanas são orientadas por uma mentalidade calculista que busca tão somente, o prazer, a felicidade e a autorrealização individuais; o que exacerba consideravelmente a miséria, a pobreza e a marginalidade que afligem um número incomensurável de cidadãos, contrastando com a riqueza, o luxo, o desperdício de poucos, que buscam a qualquer custo a satisfação de seus desejos sem levar em consideração os interesses comunitários.
Toda a reflexão terá como ponto de partida, uma perspectiva pedagógica, já que muitos entendem a educação como a base para toda e qualquer alternativa possibilitadora de organização, produção e fundamentação de princípios morais capazes de proporcionar legitimação para as normas morais subjacentes às formas de comportamento inerentes à convivência dos sujeitos em sociedade.
É, portanto, através da educação que se poderá provocar mudanças bruscas nas formas de organização da vida e da convivência social, denunciando paradoxos facilmente observáveis por qualquer cidadão atento. E, sobretudo, promover a gestação de valores capazes de produzir uma esfera normativa capaz de rechaçar as decisões individuais, particulares e isoladas; as finalidades teleológicas, ampliando a dimensão comunitária da sociedade; posibilitanto, enfim, a efetivação de uma sociedade solidária voltada para a emancipação.
A fome; o desemprego; a marginalidade; o abandono de menores nas ruas; a exposição aos riscos de envolvimento com drogas; a prostituição adulta, adolescente e infantil; a falta de moradia, educação, alimentação, saúde e saneamento básico; a falta de acesso ao lazer, à arte e aos meios de comunicação e informação tecnológica; a exclusão social; a violência; o preconceito de cor, de etnia, de idade, de sexo; a destruição dos ecossistemas; os benefícios e privilégios; as arbitrariedades e maus tratos; entre outros problemas de cunho sócio-político-econômicos, somam um largo itinerário de fatos e eventos que afligem um número incomensurável de pessoas e que paradoxalmente contrastam com a riqueza, a opulência, o luxo, o desperdício de poucos; o que demonstra a inviabilidade da administração atual e sua incapacidade de implementar políticas públicas suficientemente eficazes para atender as reivindicações de todas as classes que formam a malha social e que por sua vez são consideravelmente antagônicas.
As classes sociais que através do voto entregaram, por assim dizer, o seu poder de autogoverno nas mãos da governança, vêem evidenciada no contexto societário a incapacidade dessa mesma governança de conciliar os interesses e reivindicações de todas as classes sociais.
Resultado: as classes menos favorecidas financeiramente - os pobres e os miseráveis, os sem-terra e os sem-teto - serão necessariamente regidas por mandamentos, normas e leis ditadas pelas classes ricas que dominam e oprimem os pobres. As reivindicações das classes sociais, por serem completamente antagônicas, serão justificadas e viabilizadas a partir de regras e princípios relativos a interesses particulares da classe dominante.
A CRISE é, portanto, o pano de fundo no qual se moldam os conceitos, conteúdos, objetivos, métodos e teorias educacionais que regem a educação em nosso País, em nosso estado e em nosso município.
Refletir sobre isso é correr o risco de submergir num espaço incomensuravelmente amplo, o que pode dotar as reflexões de um certo teor de superficialidade. No entanto o que se pretende aqui não é tão somente tecer comentários academicistas sobre a realidade sócio-político-econômica na qual se insere todo cidadão, independente do município em que vive.
Na realidade pretende-se verificar como se gestam os príncípios norteadores das ações humanas no seio da coletividade; entender como os jogos de linguagem se estabelecem nos diversos grupos e formações sociais específicas e sobretudo refletir sobre a viabilidade das normas e princípios morais capazes de "regular" as ações humanas, levando em consideração o subssistema educacional que forma o pano de fundo no qual se estabelecem a propagação das ideologias dominantes e os efeitos que elas produzem na formação do caráter e no exercício da cidadania das diversas classes e grupos sociais antagônicos que coexistem, nem sempre de modo pacífico.
A coexistência dos diversos grupos de linguagem com jogos de linguagem específicos, ocorre sempre de forma conflitante, pois os interesses são antagônicos. As ações humanas são orientadas por uma mentalidade calculista que busca tão somente, o prazer, a felicidade e a autorrealização individuais; o que exacerba consideravelmente a miséria, a pobreza e a marginalidade que afligem um número incomensurável de cidadãos, contrastando com a riqueza, o luxo, o desperdício de poucos, que buscam a qualquer custo a satisfação de seus desejos sem levar em consideração os interesses comunitários.
Toda a reflexão terá como ponto de partida, uma perspectiva pedagógica, já que muitos entendem a educação como a base para toda e qualquer alternativa possibilitadora de organização, produção e fundamentação de princípios morais capazes de proporcionar legitimação para as normas morais subjacentes às formas de comportamento inerentes à convivência dos sujeitos em sociedade.
É, portanto, através da educação que se poderá provocar mudanças bruscas nas formas de organização da vida e da convivência social, denunciando paradoxos facilmente observáveis por qualquer cidadão atento. E, sobretudo, promover a gestação de valores capazes de produzir uma esfera normativa capaz de rechaçar as decisões individuais, particulares e isoladas; as finalidades teleológicas, ampliando a dimensão comunitária da sociedade; posibilitanto, enfim, a efetivação de uma sociedade solidária voltada para a emancipação.
A fome; o desemprego; a marginalidade; o abandono de menores nas ruas; a exposição aos riscos de envolvimento com drogas; a prostituição adulta, adolescente e infantil; a falta de moradia, educação, alimentação, saúde e saneamento básico; a falta de acesso ao lazer, à arte e aos meios de comunicação e informação tecnológica; a exclusão social; a violência; o preconceito de cor, de etnia, de idade, de sexo; a destruição dos ecossistemas; os benefícios e privilégios; as arbitrariedades e maus tratos; entre outros problemas de cunho sócio-político-econômicos, somam um largo itinerário de fatos e eventos que afligem um número incomensurável de pessoas e que paradoxalmente contrastam com a riqueza, a opulência, o luxo, o desperdício de poucos; o que demonstra a inviabilidade da administração atual e sua incapacidade de implementar políticas públicas suficientemente eficazes para atender as reivindicações de todas as classes que formam a malha social e que por sua vez são consideravelmente antagônicas.
As classes sociais que através do voto entregaram, por assim dizer, o seu poder de autogoverno nas mãos da governança, vêem evidenciada no contexto societário a incapacidade dessa mesma governança de conciliar os interesses e reivindicações de todas as classes sociais.
Resultado: as classes menos favorecidas financeiramente - os pobres e os miseráveis, os sem-terra e os sem-teto - serão necessariamente regidas por mandamentos, normas e leis ditadas pelas classes ricas que dominam e oprimem os pobres. As reivindicações das classes sociais, por serem completamente antagônicas, serão justificadas e viabilizadas a partir de regras e princípios relativos a interesses particulares da classe dominante.
A CRISE é, portanto, o pano de fundo no qual se moldam os conceitos, conteúdos, objetivos, métodos e teorias educacionais que regem a educação em nosso País, em nosso estado e em nosso município.
segunda-feira, 29 de março de 2010
APRESENTAÇÃO
A reflexão proposta nessa revista eletônica tem o propósito de publicar conversas, diálogos, queixas, experiências exitosas e qualquer realização, ocorrência ou evento dos quais se toma conhecimento nos momentos coletivos como encontros, reuniões e cursos de formação.
Pode-se afirmar que tem assunto para muitos e muitos debates. Desde insatisfação com salários até as "piadinhas" relativas aos programas, projetos e discursos pedagógicos e ético-educacionais com vistas à tão almejada EDUCAÇÃO DE QUALIDADE. Tais discursos, quase sempre caem em difuculdades lógicas, por não se poder enxergar ou mesmo vislumbrar a corroboração entre pensamento, discurso e ação.
Pretende-se também, refletir sobre as experiências ousadas, sobre as iniciativas de profesores criativos, sobre alunos atrevidos que sabem cobrar os seus direitos e exigir mudanças no sistema periclitante no qual se encontra a educação em nossa cidade.
Vale ressaltar, que os "depoimentos" por assim dizer, serão publicados, preservando a identidade de seus atores, garantindo assim a integridade e a privacidade das personagens em questão. Digo personagens, no sentido de que todas as histórias aqui tratadas, serão expostas como sendo fatos hipotóticos, ou seja passíveis de ocorrerem.
Para usar a linguagem aristotélica, pode-se dizer que tais eventos estarão sempre gravitando na interseção entre o ato e a potência; podendo pois serem fatos que de fato já ocorrem, já se atualizam , já se tornaram ou se tornam ato; ou que ainda gravitam na atmosfera do vir-a-ser, da potencia. Ou seja, aquilo que potencialmente tem a probalidade de se tornar ato, mas que permanece no âmbito do provável, podendo ou não se tornar ato.
Pode-se afirmar que tem assunto para muitos e muitos debates. Desde insatisfação com salários até as "piadinhas" relativas aos programas, projetos e discursos pedagógicos e ético-educacionais com vistas à tão almejada EDUCAÇÃO DE QUALIDADE. Tais discursos, quase sempre caem em difuculdades lógicas, por não se poder enxergar ou mesmo vislumbrar a corroboração entre pensamento, discurso e ação.
Pretende-se também, refletir sobre as experiências ousadas, sobre as iniciativas de profesores criativos, sobre alunos atrevidos que sabem cobrar os seus direitos e exigir mudanças no sistema periclitante no qual se encontra a educação em nossa cidade.
Vale ressaltar, que os "depoimentos" por assim dizer, serão publicados, preservando a identidade de seus atores, garantindo assim a integridade e a privacidade das personagens em questão. Digo personagens, no sentido de que todas as histórias aqui tratadas, serão expostas como sendo fatos hipotóticos, ou seja passíveis de ocorrerem.
Para usar a linguagem aristotélica, pode-se dizer que tais eventos estarão sempre gravitando na interseção entre o ato e a potência; podendo pois serem fatos que de fato já ocorrem, já se atualizam , já se tornaram ou se tornam ato; ou que ainda gravitam na atmosfera do vir-a-ser, da potencia. Ou seja, aquilo que potencialmente tem a probalidade de se tornar ato, mas que permanece no âmbito do provável, podendo ou não se tornar ato.
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